ASSÉDIO
Seu olhar foi mais que um convite,
Eu simplesmente me senti desafiado,
Se saísse fora pareceria um viado,
Nessa hora a ética chega ao limite.
Já cheguei com uma mão no peito,
Beijo no pescoço, outra mão na bunda,
Mostrando ter uma intenção segunda,
Que faria as coisas, dentro do meu jeito.
O beijo foi profundo, molhado, safado.
As línguas entraram em duelo, em luta,
Vi que em meus braços havia uma puta,
Maluca, doida para ter seu tesão aliviado.
O boquete foi guloso, forte muito gostoso.
Eu, de minha parte, fiz o que me competia,
Com os dedos e com a língua eu a invadia,
Ela abria as pernas de modo muito apetitoso.
Toda molhada, encharcada, ela me recebeu.
Em menos de cinco minutos estava gozando
E eu, pensando na sobremesa, me segurando.
Ao ficar de quatro, minha intenção percebeu.
Seus próprios fluídos serviram de lubrificante,
A penetração foi, de início, calma e devagar,
Apesar do meu tesão, não a queria machucar,
Pois nossa transa, iria se repetir mais adiante.
Minha tática deu o resultado que eu queria,
Naquele mesmo dia, tudo, tudo teve um bis.
Foi de frente, de lado, foi do jeito que eu quis
E, pelo gosto dela, novamente se repetiria.
E tudo se repetiu, muitas dezenas de vezes,
Sempre às sextas-feiras, no fim do expediente.
Desse serão muito gostoso, a gente saía contente,
Satisfeitos e mais felizes. Esquecidos dos reveses.
Mas o marido promovido, a fez deixar de trabalhar!
Ficamos ambos tristonhos, decepcionados, infelizes!
Mas o mundo anda prá frente, vamos superar as crises.
Outra secretária, estou a recrutar. Quer se candidatar?
(Mauro Mazza – 11/03/09)
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